Já imaginou aproveitar um intercâmbio na Europa para também conhecer destinos em outros continentes?
Foi exatamente assim que começou a relação de Mercedes Soares, consultora da Viin África, com o continente africano, a partir de uma viagem que surgiu quase como extensão de uma experiência acadêmica.
O que começou como algo pontual acabou despertando um interesse duradouro por suas paisagens, culturas e histórias, transformando a forma como ela se conecta com os destinos e as pessoas ao longo do caminho.
Hoje, ela compartilha algumas das vivências que mais marcaram a sua trajetória e como essas experiências influenciam seu olhar ao planejar viagens para outros viajantes.
Você já viveu experiências como safári, trekking com gorilas e intercâmbio em países africanos. Como começou a sua relação com a África?
Quando estava na faculdade, participei de um programa de incentivo para intercâmbio e fui para Portugal.
Aproveitei a oportunidade para visitar o Marrocos, e foi uma experiência incrível, principalmente por se tratar de um país majoritariamente muçulmano, o que me permitiu conhecer uma arquitetura e costumes muito diferentes do meu dia a dia.
Aquela viagem também me ajudou a perceber como o continente africano é extremamente diverso em suas paisagens e cultura.
Em quais destinos africanos você já esteve e quais experiências foram mais marcantes na sua trajetória?
Além do Marrocos, estive na Tanzânia, Ruanda e África do Sul, e cada destino teve seu encanto.
Na Tanzânia, fazer safári no Parque do Serengeti foi surreal! Parecia que eu estava em alguma cena do filme O Rei Leão. Não imaginava que veria tantos animais, e as paisagens pareciam pintadas de tão lindas.

Em Ruanda, foi impressionante estar tão próxima dos gorilas.
Marcante também foi a visita ao Museu do Genocídio, que nos ajuda a compreender as consequências do colonialismo e a importância da memória e da reparação, para que tragédias como aquela não se repitam.
Já em Cape Town, na África do Sul, a cidade é inacreditável: construída em torno de uma montanha, com acesso aos oceanos Atlântico e Índico e uma rica diversidade cultural. Para completar, possui um dos céus mais lindos que já vi.
O trekking com gorilas é considerado uma das experiências mais exclusivas do continente. Como foi viver esse momento e o que você acredita que o viajante precisa saber antes de incluir essa experiência no roteiro?
Para mim, foi uma experiência de conexão intensa com os animais e a natureza, pois conseguimos chegar muito perto.
Tive a oportunidade de ver muitos membros de uma família, incluindo o Silverback, o macho alfa, e uma gorila amamentando seu filhote, momentos preciosos.
A trilha em si é tranquila de ser feita, e havia pessoas acima de 60 anos no grupo, mostrando que é acessível para diferentes perfis de viajantes.
Você também teve uma vivência mais profunda no continente, com o intercâmbio em Cape Town. O que muda na sua forma de planejar uma viagem depois de ter experimentado o cotidiano local, e não apenas o lado turístico?
Aprendi que buscar informações sobre a região onde você vai se hospedar faz toda a diferença, para que o entorno esteja de acordo com suas expectativas.
Além disso, estar aberto a conhecer pessoas e costumes diferentes dos seus torna a experiência muito mais enriquecedora e autêntica.

Na sua experiência, o que diferencia o trabalho de uma consultora que conhece os destinos na prática de um planejamento feito apenas com base em pesquisa online?
Tenho um carinho especial pelo continente africano e pelas pessoas amáveis e acolhedoras que conheci.
Quando indico esses lugares, sinto que estou ajudando alguém a viver experiências memoráveis.
Saber que minhas recomendações podem contribuir para que outras pessoas criem boas lembranças da África é algo gratificante e me motiva.
O que você diria para alguém que ainda tem receio de viajar para a África?
Parafraseando o escritor Guimarães Rosa no livro Grande Sertão Veredas, uma citação que levo para a vida: “O que a vida quer da gente é coragem”.
O pouco que conheci da África superou todas as expectativas e me deixou lembranças marcantes.
Para além disso, é importante entender se esses receios vêm de crenças negativas sobre o continente ou de falta de informação para planejar uma viagem segura e confortável.
Pesquisar em sites confiáveis e seguir perfis como o da Viin África pode ser um ótimo ponto de partida para se atualizar e se sentir mais confiante para realizar esse sonho.
